sábado, 12 de setembro de 2015

46º ANIVERSÁRIO!

"...até aqui nos ajudou o SENHOR, por isso estamos alegres."
(Sl. 126:3)


       Amados, pela graça de Deus estamos comemorando 46 anos de existência e para finalizar o mês de aniversário, nos dias: 26 e 27/09 estará conosco o Pr. Sílvio Luiz, da Igreja Batista Bereana de São Mateus. 


       E aqui estamos convidando você e sua família para  adorar a Deus  conosco. Será um Culto muito edificante e um grande prazer tê-los em nossos cultos!


* Sábado às 19hs.

* Domingo às 18hs.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Graça, para um relacionamento sem graça



A graça de Deus é o óleo que faz a engrenagem funcionar, sem ela é só atrito e rangido

            Durante muitos anos pairou em minha mente uma dúvida que me assombrava. Eu me indagava se não faltava algum ponto vital no ensino bíblico a respeito do casamento.
            Já ouvi muitas palestras, li muitos livros e artigos que falavam sobre os alicerces adequados para a construção de um casamento sólido; ensinei em centenas de seminários sobre liderança, submissão, papel do marido e da esposa, como resolver conflitos etc.
            No entanto, para mim parecia que o elemento que seria a base para todos os outros, ainda estava faltando. Até que descobri que esse elemento é a graça.
            Nos últimos anos, minha querida esposa Judith tem me ensinado muito sobre a graça de Deus. Em meus seminários para a família, estou acrescentando ao meu material, mais dados bíblicos sobre essa graça e como ela pode ser aplicada para o enriquecimento e estabilidade do casal.
            Casamento é a união de dois indivíduos imperfeitos. Cada um traz para o relacionamento uma série de hábitos, fracassos, preconceitos e idiossincrasias.
            Não importa a quantidade de boas intenções, não importa a qualidade da paixão e do romantismo, o fato é que existem forças que minam o casamento ameaçando enfraquecê-lo e até destruí-lo.
            É necessário um elemento poderoso para unir o homem e a mulher quando suas imperfeições os distanciam e isolam. É absolutamente indispensável que o casal entenda as implicações do seu compromisso de amor.
            A graça é o elo vital que providencia a coesão que mantém as duas pessoas juntas. Ela permite que o amor se desenvolva.

            O compromisso diz:
- Eu ficarei com você até que a morte nos separe.
            A graça diz:
- Eu o aceito e o tratarei com dignidade mesmo se você falhar comigo.

            Graça é a qualidade espiritual que proporciona a base para todos os relacionamentos saudáveis.
            Os cristãos deveriam ser especialistas quando o assunto é graça. Nós já deveríamos ter descoberto mais profundamente o Deus incrivelmente gracioso que temos.
            O apóstolo Paulo escreveu em Efésios 2:4-5: “Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões – pela graça vocês são salvos”. Deus foi bondoso conosco quando nós não nos importávamos com ele.
            Gostaria de citar um pequeno trecho do livro “Depressão e Graça”, que minha esposa escreveu:
            “Graça é demonstrar bondade a quem não merece. Seria mais ou menos o quadro de uma rainha, com todas as suas roupas finas e caríssimas joias, abaixando-se para ajudar um mendigo imundo, malcheiroso, cheio de feridas e, para completar, criminoso. Falamos muito sobre o amor de Deus. Graça, no entanto, é a forma de expressão do amor para enfrentar a imperfeição, o fracasso ou o pecado”.
            Mesmos após ter conhecido a Deus e recebido a salvação através de Jesus Cristo reconhecemos, penosamente, que somos incapazes de viver vidas dignas diante dele. Apesar disso, o Senhor é paciente e bondoso conosco. Se alguém tem motivos para tratar os outros com graça, somos nós.
            Confesso que quando me casei com Judith, há trinta e oito anos, eu sabia pouco sobre o que é praticar a graça no casamento.
            Descobri que eu criara muitas expectativas a respeito da minha esposa. Silenciosa e interiormente planejei minha tática de como iria mudá-la para que ela coubesse perfeitamente no meu molde. Fiquei muito impaciente porque percebi que ela não tinha lá tanta disposição em colaborar com meu plano! Afinal de contas, como ela não entendia que Deus me designara para liderá-la? (!!!!!) Eu ficava irritado porque Judith não cooperava comigo, um agente do Senhor especialmente selecionado para refiná-la! Para mim, esta atitude madura e arejada era a essência do que eu achava que havia aprendido no seminário!
            No entanto, através dos anos de convivência com essa mulher rica em graça, o Senhor começou a me mostrar que quando um relacionamento está baseado numa aceitação incondicional, toda relação é transformada.
            O comportamento do casal e sua própria comunicação sofrem um processo de modificação.

            A graça diz:
            Nunca te condenarei
            Quando falamos através da graça, nos preocupamos em edificar nosso cônjuge. Exaltamos seus pontos fortes.
As palavras proferidas pela graça são impregnadas de paciência, perdão e compaixão. A graça se compromete em não rebaixar ou destruir nosso marido ou esposa. A graça não usa palavras duras de crítica ou que ridicularizam ou atacam. A graça dá vida, não morte! (Efésios 4:9).

            A graça diz:
            Em nosso casamento, você está livre de minhas regras, exigências e leis.

            Existe certa manipulação entre os cônjuges. Cada um tenta estabelecer o controle do relacionamento aspirando egoísticamente seu próprio ganho.
            Às vezes uma pessoa tenta manipular a outra crendo realmente que sabe o que é melhor para ela. No entanto, pouco a pouco isso torna a relação restrita e destrutiva.
            Porém, num casamento baseado na graça, ambos ficam livres da necessidade de esforço e performance para obter amor, aceitação e compreensão. Isso propicia um ambiente de liberdade e crescimento mútuo.
            Portanto, não existe receio, desconfiança e, em consequência, nenhuma postura defensiva de autoproteção.

            A graça diz:
            Eu o aceito como alguém igual a mim
            “...sois juntamente herdeiros da mesma graça de vida” (1 Pedro 3:7).
            Quando o Espírito da graça reina no casamento, ficamos livres da obsessão de “ser o senhor sobre o outro” e nos tornamos cônjuges genuínos na nossa busca de Deus pela vida. Não temos necessidade de hierarquias socialmente impostas. Ambos seguros, vivendo sob a liderança do Senhor, um não se sentindo ameaçado pelo outro.

            A graça diz:
            Eu o convido a compartilhar comigo suas mais profundas feridas e medos – tanto quanto seus sonhos e desejos.
            “Não tenha medo! Eu nunca ridicularizarei o que está no íntimo do seu coração”.
            O relacionamento fundamentado na graça abre as portas da cumplicidade no compartilhar.
            Que base maravilhosa para desenvolver um relacionamento saudável! Um casamento baseado na graça de Deus. O Senhor nos capacita a compreender e mostrar graça, porque ele a tem demonstrado em todas as suas ações para conosco.
            Infelizmente, muitos não compreendem a natureza graciosa do Senhor. Eles ainda o encaram como um severo senhor feudal exigente e intransigente. Portanto, essas pessoas nunca conseguirão interagir em seus casamentos com liberdade, generosidade e amor maduro.
            Pode ser que você esteja passando por sérios problemas conjugais. A graça à qual me refiro é sua maior necessidade neste momento. Essa graça o alcançará através do reconhecimento de que Deus enviou ao mundo Jesus Cristo, seu Filho cheio de graça e verdade, para oferecer a vida dele em troca pela sua. Através do seu encontro com Cristo, você receberá graciosamente esse presente. Absolutamente nada que você possa fazer obterá méritos suficientes para recebê-lo, porque é de graça.
            Quando você tomar essa decisão, então terá a capacidade de demonstrar graça ao seu cônjuge, mesmo que ele não a mereça. E é isso que transformará sua vida e seu casamento.
            Queridos amigos,
·                     Graça é um sorriso caloroso e convidativo.
·                     Graça é dar liberdade para o outro fazer do jeito dele e não do meu.
·                     Graça diz: “Eu fico admirado como você consegue me amar, apesar das minhas incoerências”.
·                     Graça é não permitir que minhas contrariedades estraguem um passeio, um momento romântico.
·                     Graça é constatar paciência diante da irritação.
·                     Graça é contar aos outros os seus pontos fortes e não superestimar seus pontos fracos.
Que cada um de nós, nascidos de novo, possamos continuar a crescer cada vez mais na graça de Jesus Cristo e a aprender no dia a dia a sermos melhores despenseiros dessa maravilhosa graça.


Pr. Jaime Kemp
É doutor em ministério familiar e diretor da Sociedade Religiosa Lar Cristão. Foi missionário da Sepal por 31 anos e fundador da missão Vencedores por Cristo. É palestrante internacional e autor de 40 livros. Casado com Judith, é pai de três filhas e avô de dois meninos.



·                     Sugestão de leitura: Depressão e graça, Judith Kemp – Editora Vida



Postado pôr: Rosana - Com permissão da Editora: Fôlego da Revista Lar Cristão.
Ano 17 – nº. 79 – Página 14... Janeiro/2004


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A graça em meio às tempestades



Num mundo contaminado pelos legalismos, egoísmos e violência, é necessário refletir diariamente sobre a graça que recebemos de Deus e a graça que podemos promover dentro e fora de nosso lar.

            Dois fatos dividiram as primeiras páginas dos jornais brasileiros em dezembro de 2003.
            O primeiro: o ex-presidente do Iraque, Saddan Hussein, foi encontrado em situação deplorável, num buraco, após 8 meses de busca pelas tropas americanas, o que despertou em alguns povos do mundo e, certamente, nos iraquianos, a manifestação a favor da morte do ditador.
            O segundo: um dos garotos que caíram de um trem em movimento em Mogi das Cruzes, ameaçados por três membros do movimento dos skin heads, morreu.
            Apesar de dois fatos distintos - o primeiro, a morte na base do olho por olho, e o segundo, a morte gratuita – ambos dão a impressão de que matar é solução eficaz para certos tipos de problemas. Matar coloca em escanteio a conversa, a negociação, a tolerância, e substitui as penalidades da lei, às vezes insuficientes para aplacar o ódio de um povo.
            Mas, assim como a flor do lótus que nasce limpa nos pântanos, uma boa notícia surgiu das páginas violentas. A família do garoto, mesmo abatida pela tristeza, tomou a iniciativa de doar os órgãos dele, que podem beneficiar várias pessoas e, portanto, alegrar outras famílias. Aqueles que poderiam se sentir no direito de ir à imprensa e dizer aos skin heads todos os palavrões que conhecem preferiram anunciar um ato de amor.
            Bom é saber que Deus não nos olha levando em conta nosso merecimento. Agir com graça diante da vida é mais fácil quando estão envolvidas pessoas conhecidas e amadas por nós. No entanto, quando são inimigos, o ódio se torna o combustível dos pensamentos. É difícil encontrar um fio de benevolência dentro do coração. E então, as palavras de Jesus sobre orar pelos inimigos perdem o sentido. Aliás, o próprio Jesus na cruz, agonizando de sede e dor, sentindo o peso dos nossos pecados, e pedindo o perdão ao Pai pelos inimigos, se torna um fato quase que meramente histórico.
            Refletir  sobre nosso conceito de graça e trazê-la ao nosso cotidiano tem sido um desafio à igreja. Talvez possamos entender o que é receber graça, mas teremos o mesmo prazer em praticá-la, voluntariamente, com alegria?

QUESTÃO DE PRINCÍPIO
            No livro A doutrina da graça (Editora CPAD), o autor Gilberto Moreira Alves Filho mostra a importância desse item nos relacionamentos familiares por meio de princípios básicos do Cristianismo – anulando os legalismos. “Na graça, não existe a lei”, diz. “A graça está ligada a um conjunto de princípios que nos permite viver acima da mediocridade e da temporalidade do mundo, que perdeu seus referenciais básicos”, dispara.
            Tendo atuado como professor e coordenador de escola dominical por 9 anos, convivendo com diversas famílias, ele destaca aquilo que não pôde observar em uma igreja tradicional: a graça. “As pessoas eram legalistas nos relacionamentos e na própria forma de viver”, diz. “Fiquei até a década de 80 em uma igreja onde não se podia subir no púlpito sem paletó e gravata, e, em pleno Rio de Janeiro, não se podia usar bermuda. Isso me fez analisar o que há de essencial na Bíblia e o fato de vivermos na época da graça”, conta.
            Para ele, princípios e temas bíblicos como o sangue (remissão), o perdão, a semeadura, a contribuição, a renúncia, a eternidade e o serviço devem ser manifestados nos relacionamentos em geral, mas começar de casa. Mas de que forma isso se mostra?
            Ele explica que nosso comportamento egoísta às vezes nos faz esquecer da grande graça que recebemos pelo sangue de Jesus e que dependemos disso, já que esse sacrifício, sim, foi aceito por Deus para que tivéssemos remissão pelos pecados e acesso ao Pai – e não o nosso. “No casamento, a graça se aplica, por exemplo, quando paro de falar nos meus direitos e cobrar perfeição do outro, porque sei que também sou pequeno e imperfeito”, diz. “É preciso orar pelo outro, independente de ele atender à minha expectativa e conversar quando erra. Como duas pedras brutas, ambos estão se lapidando. Pode ser dolorido, soltar faísca, mas esse processo resulta em duas pessoas melhores”.
            Perdão é sinal de maturidade, e só pelo fato de recebermos todos os dias de Deus já nos obriga a dar também ao outro. Mas, como tudo na Bíblia, exige vigilância. Não se deve correr o risco de banalizar essa preciosa atitude e cair no extremo de se aproveitar da certeza do perdão constante do outro.
            Semeadura, por exemplo, está ligada diretamente à ética. As pessoas estão plantando coisas erradas no mundo e a Palavra diz que o que plantamos, vamos colher. Se num casamento plantamos violência, colhemos violência; mas se plantamos respostas brandas, colhemos  isso também. Assim como Noé, que semeou o bem numa terra violenta. Quanto mais se contribui, mais se pode colher.
            A renúncia é outro elemento essencial e difícil num relacionamento a dois, que mexe com nosso orgulho, mas não quando a vemos como uma atitude “por Deus e para Deus”, independente do merecimento do nosso par. “Somente assim o ego cai do trono”, afirma.

SERVIÇOS
            Pensar na eternidade requer estar além das vontades da alma e receber que no nosso dia a dia temos que evitar dar lugar ao diabo, “pois nossa luta não é contra a carne e o sangue”. Já o conceito de serviço é o lembrete da necessidade de arregaçarmos as mangas e fazer pelo outro. No entanto, um serviço deve ser desinteressado, um verdadeiro desafio numa sociedade onde o dinheiro não raro toma o lugar de Deus. “O mais importante é a consciência que precisamos ter, antes de tudo, de estar servindo a Deus. Quando nos colocamos como servos uns dos outros, estamos prestando um culto verdadeiro a Deus. Foi assim quando Jesus lavou os pés dos discípulos”. No casamento, o princípio do serviço permanece o mesmo, mas com algumas peculiaridades de caráter prático. Ambos os cônjuges são chamados ao serviço, mas há uma distinção de papéis que às vezes gera confusão. O marido, como cabeça do lar, não pode pressupor-se superior, ou mais importante. Tampouco a mulher, por conta da submissão de que trata a Bíblia, deve se sentir inferiorizada, ou diminuída. Cada um tem seu papel e Deus honra a todos.
            A experiência como ex-professor de escola dominical deu a Moreira uma ampla visão sobre o mundo das crianças e dos jovens também. A maior dificuldade percebida na relação pais-filhos resultava da discrepância de costumes entre uma geração e outra. “Não obstante os pontos de convergência na forma de pensamento entre pais e filhos, os costumes lá fora, no mundo, mudavam muito mais rápido que dentro das quatro paredes do templo. Como resultado, as crianças, principalmente as meninas, quando chegavam à adolescência, não conseguiam suportar mais os costumes da religião e, ao invés de repensar os costumes e manter a fé, abandonavam a fé e os costumes de uma só vez. E o que é pior, conservavam lá fora a postura legalista de antes, condenando-se por não terem conseguido seguir à risca certos costumes, em vez de procurar um caminho de contextualização desses costumes, conservando pura e imaculada a fé e os princípios cristãos”.
            Ou seja, resume ele, faltava aos pais a capacidade de ver e julgar além dos costumes oriundos da sua criação. E faltava aos filhos a capacidade de separar o costume da doutrina e detectar em uma série de leis, o que havia de princípios eternos, imutáveis. “Os pais mudaram. Hoje a maioria trabalha fora. Os filhos são mais ‘independentes’, recebem sua própria mesada. A empregada faz todo o trabalho da casa. Todos querem ser servidos. Como exercitar o princípio do serviço senão pelo resgate do significado da palavra ‘graça’? O entendimento da graça, portanto, mostra-se crucial nestes novos tempos. Graça é mérito de Jesus, não nosso. Salvação é fruto do sacrifício dele, não nosso. Servir é mais do que merecemos, não é sacrifício, é bênção”, conclui.

REFINANDO A COMUNICAÇÃO
            O pastor texano Calvin Gardner, missionário da Igreja Batista de Catanduva  e autor de vários artigos sobre família, pondera que a atitude que cada um da família tem para com Deus é o que faz da casa um lar, e a existência de pessoas em laços parentescos, em uma família. Por isso, para falar de graça, ele enfatiza que é preciso ter o cuidado de fazer uma boa comunicação. Isto mesmo. Não se trata de ter uma oratória exemplar, mas uma comunicação que não seja contaminada pela corrupção (mentira etc), manipulação (“jogar verde”, chantagear) ou murmurações. Ou seja, agir com graça requer boa vontade e transparência, que deve começar na forma de se comunicar com os familiares, com o alvo principal de glorificar Deus.
            Para ele, o que faz uma boa comunicação são ações de amor e o ato de escutar. “É bom lembrar que as diferenças de opinião não são necessariamente defeitos em uma personalidade. Quando consideramos as diferenças e procuramos aproveitar o bom que cada um pode oferecer, estamos mostrando ações de amor para com aquela pessoa e seu Criador”, diz. Citando Tiago 1:19, ele acrescenta: “É bom considerarmos porque Deus nos deu duas orelhas e apenas uma boca. Pode ser que devemos ouvir duas vezes mais do que falamos”.
            Quando entendermos que a graça é uma benevolência, um favor imerecido, algo dado sem que se espere nada em troca, poderemos inserir isso na nossa casa. Mais do que entender, precisamos saber que necessitamos da graça de Deus.
            O pastor Augustus Nicodemus Lopes e a esposa Minka Lopes explicam, no livro A Bíblia e sua família (Editora Cultura Cristã), que “somente pela graça e pelo poder do Espírito Santo operando em nossas vidas e casamentos é que podemos cumprir aquela fidelidade de coração que o Senhor Jesus determinou (Mateus 5:28) e tornar reais as promessas feitas na cerimônia de casamento”. O mesmo ocorre em relação às obrigações e direitos entre pais e filhos. Buscar uma vida espiritual profunda já é o primeiro desafio em uma família. E como!

DOR E PERDÃO
            Assim como aquela flor de lótus citada no início, a graça também surge de onde menos esperamos – e aí é melhor ainda. Há alguns anos, o canto Wellington Camargo, irmão da dupla Zezé de Camargo e Luciano, teve um sequestro desesperador mas com final feliz. Deficiente físico, com dores em todo o corpo, sem tomar banho durante meses, ele teve a relha cortada pelos criminosos e ficou sem ajuda médica, enquanto os pais oravam para que fosse libertado com vida. Numa das entrevistas à imprensa, um jornalista perguntou: “você perdoa esses sequestradores”? talvez esperando uma resposta do tipo “de jeito nenhum, quero justiça!”. Mas Wellington respondeu: “Claro que perdoo! Se Jesus me perdoa todos os dias, quem sou eu para não perdoar?”.

Gilberto Moreira



Postado pôr: Rosana
Com permissão da Editora: Fôlego da Revista Lar Cristão
Ano 17 - nº. 79 - Página 10...  Janeiro/2004

sábado, 5 de setembro de 2015

Pressa, a amiga da tensão





As consequências físicas e emocionais das pressões da vida e sugestões de como lidar com elas.

         Vivemos em um mundo de velocidade. Em todas as áreas da vida humana  o fator “menor  tempo” é essencial. Computadores fazem cálculos à velocidade da luz, carros e aviões estão cada vez mais velozes e até na culinária o tempo foi abreviado: hoje alimentos preparados em fornos de micro-ondas levam a metade do tempo gasto em fogões comuns. A rapidez com que tudo acontece e chega a nós, através dos meios de comunicação, também nos pressiona a correr. A pressa nos leva a um constante estado de tensão; estamos sempre em estado de alerta, como se vivêssemos um filme de suspense contínuo. Não sabemos o que nos aguarda na próxima cena, por isso ficamos em expectativa constante.
         Este estado nos coloca sob pressão e, como consequência, entramos em ansiedade e até depressão. Algumas vezes o quadro de tensão é agravado pelo medo: medo do desemprego, da perda do cônjuge, ou filhos, da solidão, da violência, do trânsito, da morte, de enfermidades, de crise financeira, da justiça e da injustiça, da falência, do homem, e até mesmo, do próprio medo.
         É difícil para muitos acompanhar os noticiários da TV – rebelião de presos, assaltos com sequestros, escândalos, aumento de preços, recessão, greves, manifestações etc. Estas informações “poluem” nossas mentes.
         Várias doenças que “explodem” no organismo humano sem causa aparente são resultantes dessas tensões e pressões. Cerca de seis, entre dez pacientes de Clínica Geral, saem dos consultórios com receitas de tranquilizantes. São pessoas extremamente preocupadas com tudo e todos; que veem apenas o lado negativo das coisas, sem perspectiva de vida. Estão desgostosas com elas mesmas e com os que as cercam, vivem ansiosas quanto ao dia de amanhã. Algumas exteriorizam estes sintomas e são chamadas de nervosas, histéricas etc. Outras tentam escondê-los, mas devido à necessidade do organismo em extravasá-los, este “escolherá” um órgão, provocando, assim, enfermidades.
         O primeiro passo no processo de “cura”, reside na identificação dos motivos gerados da ansiedade. Quem sabe haja insônia e irritação, sem no entanto, uma explicação aparente. Analisando a área profissional, percebe-se que se está trabalhando sem descanso há anos. Sem dúvida alguma, neste caso, o “tirar férias” seria um fator de alívio e equilíbrio para o indivíduo.
         Sejamos ainda mais práticos: você e sua família tem desenvolvido novas amizades? Separado tempo para o lazer? A vida não pode ser feita somente de trabalho e igreja. O lazer saudável influencia grandemente nosso viver. Que tal um piquenique no feriado? Ou um passeio no parque para “renovar” o ar nos pulmões? Seja criativo! Faça pequenas surpresas à família.
         Muitas vezes tensões são causadas por problemas de saúde, de relacionamentos em geral etc. Uma vez feita a identificação dos mesmos, devemos analisá-los na presença do Senhor, expondo-os abertamente a ele. Ainda debaixo de oração procure os meios mais práticos para enfrentá-los. É inegável que existem situações onde toda lógica existente, planejamentos e ação tornam-se inúteis. Precisamente, nestas horas, devemos colocar corações e mentes firmados nas promessas do Senhor. Em humildade e contrição, reconhecer nossa incapacidade de lidar com o problema e tal qual uma criança lançar-se nos braços amorosos do Pai, sabendo que ele é perfeitamente capaz de nos guiar e orientar.
         Encontramos na Bíblia esperança e conforto (Salmos), orientações práticas para o viver diário (Provérbios), atuação de Deus na vida de pessoas como nós (Daniel), preciosas promessas que incentivam a prosseguir (Isaías). A Palavra de Deus contém ensinamentos que abrangem a vida do homem integral. Seja curioso! Busque diligentemente conhecer a vontade de Deus revelada nas Escrituras. Levados pela agitação e velocidade do nosso dia a dia deixamos de nos apropriar, e de colocar em prática, promessas preciosas ali registradas para que as utilizemos cotidianamente. Uma das mais preciosas encontra-se em Filipenses, no  capítulo 4, versículos 6 e 7: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ações de graça, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus”.
         Vemos aqui, que o fato de levar até Deus a ansiedade do coração resultará em paz duradoura, independente de circunstâncias.
         O barco da vida vai balançar. As ondas serão, muitas vezes, ameaçadoras. Mas não há o que temer quando o capitão do navio também é Senhor dos mares!

Dr. Luiz Antônio Caseira.
Médico fisiatra e foi professor do curso de medicina da Universidade do Rio de Janeiro. É o vice-diretor da Missão Vencedores por Cristo. É casado e tem dois filhos.



Postado pôr: Rosana
Com permissão da Editora: Fôlego
Ano 17 – nº. 80 – pg.40... – Fevereiro/2004

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ataque dos monstros



            Algo de muito errado está acontecendo com o mundo. Há muita conversa, mas pouca compaixão. Hoje, a “qualidade de vida” é mais importante do que o valor da vida. Direitos e privacidade são mais considerados do que a responsabilidade de buscar o bem comum e a melhoria da sociedade.
            À luz deste cenário, Lar Cristão identificou alguns monstros que estão atacando ferozmente a família. Abordamos este assunto com temor e tremor, porque sabemos que é controverso e polêmico podendo facilmente ser mal interpretado. Não temos o intuito de ferir ninguém, nem de ser preconceituosos. Nosso profundo desejo é apresentar o ponto de vista de Deus, revelado na sua Palavra, a Bíblia, já que Lar Cristão é uma revista que se norteia por princípios cristãos.
            Pais veem seus filhos sendo tragados pela ilusão das drogas; filhos veem os pais perdendo o respeito próprio ao serem dominados pelo alcoolismo. Abortos são praticados como algo normal; quem se posiciona contra o relacionamento com pessoas do mesmo sexo acaba sendo taxado de preconceituoso. A pornografia avança a ritmo cibernético e tem deturpado o sexo em algo doentio. As vítimas desavisadas desses monstros ficam cada vez mais apavoradas e acuadas.
            Jesus veio à Terra exatamente para conviver com o ser humano pecador. Um de seus mais destacados encontros foi com uma mulher surpreendida em adultério. É importantíssimo notar que Jesus não condenou a mulher, mas sim o seu pecado. “Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado” (João 8:11).
            Certamente a verdade pode machucar quando somos confrontados, mas Jesus disse: “Conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (João 8:32). Se adotarmos a Bíblia como nosso referencial de vida e fé, precisamos também saber o que ela diz sobre essas áreas, para que possamos agir como ela recomenda.
            Com esta edição, nosso profundo desejo é que pessoas e famílias se apercebam, pelo menos, de alguns desses monstros que as estão atacando, e adquiram as munições bíblicas para enfrentá-los.
            Jaime Kemp



Postado pôr: Rosana
Com a permissão da Editora: Fôlego
Ano 17 – Nº. 80 – Pg.06 – Fevereiro/2004

www.revistalarcristao.com.br

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

ESCOLHAS



Leitura Bíblica: Gênesis 3:1-13


"Dirige os meus passos conforme a tua palavra; não permitas que nenhum pecado me domine." Sl.199:133.


          Em nossas escolhas diárias, muitas vezes não temos uma orientação clara de Deus e ela nem é necessária, como quanto ao que vamos vestir ou comer, por exemplo. Porém, em outras ocasiões bem mais importantes, sabemos exatamente o que Deus ordena. Adão e Eva também sabiam: deveriam cuidar do jardim e podiam comer os frutos de todas as árvores, exceto de uma (Gn 2:15-17). Havia uma proibição bem clara, que na verdade era um teste. E eles falharam. 
          Assim como no caso deles, nossas escolhas (obedecer a Deus ou não) vão nos aproximar de Deus ou nos distanciar dele. A desobediência do primeiro casal trouxe uma consequência que afetou toda a humanidade: a separação de Deus, que só foi superada com a morte de Cristo em nosso lugar. Isso deveria nos fazer pensar mais nos resultados de nossas atitudes do que no prazer proporcionado por elas, aliás, o gosto da fruta não deve ter sido tão bom quanto parecia, não é mesmo?
          É fácil condená-los, mas teríamos feito diferente em seu lugar? Quantas vezes sabemos exatamente o que Deus quer, mas escolhemos desobedecer-lhe? Somos testados diariamente e tentados a, como Eva, ouvir mais os outros do que Deus. Há vozes por todos os lados querendo nos convencer de que Deus não disse tal coisa, que sua Palavra é ultrapassada ou que não vale a pena segui-lo. Não podemos dar ouvidos a tais argumentos, temos de prestar atenção somente ao Espírito de Deus. Ele fala conosco pessoalmente e por meio da Bíblia. Aliás, é o conhecimento do que Deus disse em sua Palavra que nos protege contra as tentações. Quanto mais conhecermos Deus pessoalmente por meio de experiências com ele, mais teremos certeza de que Ele tem o melhor para nós. Afinal, fomos criados por ele, quem melhor que o Criador para saber o que precisamos e por qual caminho devemo seguir? - VWR

"Escolhi o caminho da fidelidade; decidi seguir as tuas ordenanças" Sl. 119:30





 Postado pôr: Rosana com a permissão da Rádio Trans Mundial
Acesse: www.transmundial.com.br

NOTA DE FALECIMENTO

“Quando me vires descer a sepultura não chores, porque ali estarei mais VIVO do que nunca.” 



  
“Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos.” 
(Sl. 116:15)

         Amados irmãos e amigos, é com grande tristeza que infelizmente notificamos com muito atraso o falecimento do nosso irmão: João Ferreira da Graça (77 anos), que aconteceu no dia: 02/12/2014. Ele faleceu de câncer de próstata. Foi sepultado no Cemitério Memorial Parque Paulista em Embu das Artes. Ele deixou mulher, quatro filhos e netos.
            Apesar da tristeza e da dor em nosso coração por sua partida, da saudade e da falta que tem nos dado e feito como igreja, estamos alegres porque ele está com Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo no melhor lugar do MUNDO.
É com carinho que sempre vamos nos lembrar dele que sempre esteve na batalha, sempre firme e satisfeito no SENHOR mesmo padecendo com tal enfermidade. Sempre guerreiro, conduziu bem sua família e seus filhos, sempre fiel, temente, confiante e que vai deixar em todos nós boas marcas, boas recordações...
Que Deus console e conforte o coração de seus entes queridos sempre, porque ele nunca será esquecido.




Postado pôr: Rosana com a permissão da família.



Observações:
Pedimos perdão á família pelo grande atraso com que publiquei esta nota de falecimento. Nesse caso, foi por problemas técnicos com o blog.

Em outros casos, que os irmãos verão depois, porque a família ainda não permitiu que se fizesse a nota.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Derramando graça nos relacionamentos familiares



          Quando meus olhos se abriram e eu consegui ver a maciez da graça de Deus, também enxerguei a aspereza da vida sem ela. A família é, geralmente, o lugar onde mais se evidencia sua presença ou sua ausência. É no lar que os filhos percebem se estão, ou não, recebendo o amor incondicional que possibilita que sejam naturais e sinceros, ou se devem aprender a ficar na defensiva, esperando sempre o momento de lutar com a rejeição e condenação recebidas, utilizando hipocrisia, hostilidade, agressão, e submissão servil.
          Entre o casal, a mesma percepção propicia também o tipo de reação semelhante. O amor-compromisso demonstra respeito mútuo construindo relacionamentos, ao passo em que o desrespeito os destrói. A simples proximidade física e a interdependência contínua suscitam sentimentos que podem ser de graça ou desgraça! As realidades e as exigências da vida em comum se estendem a todas as outras facetas. Chego a afirmar que quando se está bem com o cônjuge e com os outros membros da família, torna-se muito mais fácil lidar com as outras áreas da vida. E o contrário também é verdadeiro. Quando nosso relacionamento familiar está mal em algum nível, o reflexo também se estende às outras áreas.
          Que juntos possamos crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo, expressando a partir de nossas atitudes e comportamentos familiares.
"A graça do Senhor Jesus seja com vocês"
1 Coríntios 16.23

Pr. Jaime Kemp



Postado pôr: Rosana. 
Com permissão da Editora: Fôlego. 
Revista: Lar Cristão nº.79 -  Ano 17 - Janeiro, 2004
www.revistalarcristao.com.br

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

PROXIMIDADE


Leitura Bíblica: Êxodo 3:1-10

"O Senhor está perto de todos os que o invocam...com sinceridade" Salmo 145:18


          Matthew Henry é escritor de comentários da Bíblia. Certo dia, foi assaltado e fez a seguinte anotação em seu diário: "Estou agradecido; primeiro, porque nunca fui roubado antes; segundo, porque, apesar de terem levado minha carteira, não me tiraram a vida; terceiro, porque, apesar de terem levado tudo, não perdi muita coisa e, quarto, fui roubado: não fui eu que roubei". Interessante a forma que ele encontrou para falar a respeito de um problema que estava enfrentando. Ele não esqueceu que podia ser grato, apesar de ter passado por um mau momento. 
          Temos muito mais motivos para agradecer do que para reclamar. O maior deles, com certeza, é o amor de Deus por nós. Ele conhece nossas dores e se aproxima com amor. É maravilhoso saber que o Criador se preocupa conosco, simples e miseráveis criaturas. Ele é quem nos dá força e paz.
          Precisamos lembrar que Deus está próximo de nós e a cada dia demonstra seu cuidado conosco. Podemos nos esquecer disso, distraídos pelo vazio da decepção, pela dor de algum problema, pela angústia e pela tristeza que nos cercam. No texto de hoje, Deus disse que tinha escutado o clamor do seu povo e "descido" até eles, ou seja, ia agir. Da mesma forma, ele nos diz: "Certamente vi sua aflição, ouvi o seu clamor, sei o quanto você está sofrendo" e intervém em nossa vida.
          Deus apareceu a Moisés numa sarça que, mesmo pegando fogo, não se consumia. Quando Moisés se aproximou, soube que o Senhor estava ali e que não poderia aproximar-se daquele lugar santo de qualquer maneira. Tirar as sandálias era um sinal de reverência e humildade. Hoje, é muito importante saber que só podemos chegar diante de Deus se nos humilharmos na sua presença e reconhecermos que precisamos dele. 
          Deus está perto e se importa conosco - eis um bom motivo para agradecer a Deus e consagrar a vida a Ele! - HSG

Deus está próximo - à distância de uma oração.



Postado pôr: Rosana com a permissão da Rádio Trans Mundial. 
Acesse: www.transmundial.com.br

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Todavia, eu me alegro


Leitura bíblica: Habacuque 3:11-19

...todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação.
Habacuque 3:18

          A vida em nosso mundo pode ser difícil. Em algum momento, a maioria de nós imaginou: "Onde Deus está quando estou em tribulação?" E podemos ter pensado: "Parece que a injustiça está vencendo e Deus está silente." Podemos escolher como reagir às nossas tribulações. O profeta Habacuque teve uma atitude digna de ser seguida: Ele escolheu exultar.
          Habacuque viu o rápido aumento das falhas morais e espirituais de Judá e ficou profundamente perturbado. Mas, a resposta de Deus lhe trouxe ainda mais tribulação. Deus usaria a perversa nação da Babilônia para punir Judá. Habacuque não compreendeu isso totalmente, mas pôde regozijar-se porque aprendera a confiar na sabedoria, justiça e soberania de Deus. Ele concluiu seu livro com uma maravilhosa afirmação: "...todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação" (3:18). Embora não tenha ficado claro como Judá sobreviveria, o profeta Habacuque aprendera a confiar em Deus em meio à injustiça, sofrimento e perda. Ele viveria somente por sua fé em Deus. Com esse tipo de fé, veio a alegria em Deus, a despeito das circunstâncias ao seu redor.
          Nós também podemos exultar em nossas provações, ter firme confiança em Deus e viver nas altitudes da Sua soberania. - MLW


Vocabulário: Silente = Silencioso.


Postado por: Rosana com a permissão da Editora: Publicações RBC.www.publicacoesrbc.com.br